segunda-feira, 13 de julho de 2009

Lembranças!


Acho que deu pra notar a diferença! Tá, sei que todos os meus amigos sabem o que foi que houve: Cirurgia Bariatríca. No dia 06 de junho, fez um ano que me operei e posso dizer que raramente me lembro com exatidão de eventos que ocorreram num período de tempo desse. Mas acho que foi tão angustiante que me lembro de cada momento, cada sensação, cada evento ocorrido um dia antes da cirurgia. Lembro que não queria sair da casa da minha noiva de jeito nenhum, pois estava morrendo de medo, lembro de ter passado em uma farmácia na volta pra casa e aferir a pressão, que estava bem alta, lembro de passar mais de uma hora dentro do carro, já na garagem, com medo de subir, lembro tembém que a tal zona de convergência se aproximou do Ceará naquela noite e cairam mais de 100 raios e achei que Deus estava dizendo pra que eu não fizesse aquela cirurgia. Lembro que quando acordei, parecia meu último dia na terra, minha sensação era de estar indo pro corredor da morte (sei que parece pesado, mas é isso mesmo!). Quando chego no hospital, tenho que esperar por mais de uma hora sentado no quarto da enfermaria até estar tudo pronto pra ir ao centro cirúrgico, onde apaguei e só acordei no meu leito.
De lá pra cá acoteceram várias coisas, boas e ruins. O Corinthians por exemplo foi campeão paulista e da Copa do Brasil. A vida toda mudou muito, encontrei muitas facilidades com o "novo corpo", mas também muitas dificuldades (parar em blitz com a CNH antiga é a maior delas.).
Sei lá, só queria agradecer novamente aos amigos que estiveram do meu lado. Até agora esse foi o maior desafio da minha vida e todos me ajudaram muito.
É bom ter amigos!

domingo, 12 de julho de 2009

Livro!

Recentemente fui acometido por uma vontade absurda de escrever um livro. Sei que à primeira vista, quem me conhece, vai achar estranho (Eh Júnior, estou falando de você!). O caso, éque tenho muitas idéias, mas não estou conseguindo organiza-las de maneira coerente e isso está me frustrando. Não gostaria que essa fosse mais uma daquelas vontades súbitas que tenho que acabam ficando de lado no primeiro obstáculo que encontro.
Alguém com experiência poderia me ajudar?

Família







Amo a minha!

sábado, 11 de abril de 2009

Soberba x Humildade

Recentemente teve início na comunidade do ORKUT “Direito Ambiental” uma discussão sobre Porque alguns advogados se acham no direito de... (minimizar o conhecimento alheio dando uma de superiores). Ora, não é segredo pros meus amigos que sou estudante de direito e que se Deus permitir, me formarei em breve. Assim, como tenho certeza que também não é segredo pra ninguém o quão revoltado sou, com muitas coisas que estão no direito. Não achem vocês que não sou apaixonado pelo direito. Sou muito e no momento estou baseando a minha vida nesse fim de curso.
O caso é o seguinte: o idealizador do tópico sugere que advogados ambientalistas menosprezam o seu conhecimento do assunto, sendo ele um policial (que obviamente tem conhecimento sobre o assunto, pois como ele mesmo diz, estudou direito penal, administrativo, constitucional, penal militar, ambiental, civil, etc...) Ele diz que os advogados são prepotente, intrometidos, que se acham superiores, etc. No comentário seguinte, eu concordo com ele e ilustro dizendo que isso acontece em outras profissões, como os médicos por exemplo. E digo também que isso tem início no primeiro dia de aula na faculdade e mais algumas coisas.
Aí começa tudo. Alguns comentários abaixo do meu sugerem que isso é normal. Ora, normal? Normal como? É normal menosprezar, fazer chacota, humilhar as pessoas só porque achamos que temos mais conhecimento que elas? Eu entendo que advogados defendem interesses, mas isso lhes dá o direito de se acharem superiores a alguém? Bom, minhas respostas pros meus próprios questionamentos são: NÃO. Onde é que está a normalidade de ferir a capacidade de alguém por se achar superior?
O caso em questão fala de advogados ambientalistas x policiais ambientalistas, mas cabe perfeitamente em outras frentes como: médicos x enfermeiros, professores x alunos, inúmeras áreas do direito x policia civil e militar e por aí vai. Para um grande número de profissionais sobra soberba e falta humildade. Repetindo: para uma grande número. Não pra todos nem pra maioria.
Gosto muito de ilustrar minhas idéias com exemplos, sendo assim, lá vai: no atual período que estou na faculdade, tenho um professor que é Juiz de uma vara de família e outros cinco que são advogados (todos com bastante domínio de suas matérias.). O professor que é juiz é uma figuraça, conversa com os alunos nos corredores, da aberturas para debates, não exige nenhum tipo de tratamento especial do tipo, meritíssimo, excelência ou doutor. Por outro lado, dois dos professores que são advogados, passam pelos alunos nos corredores sem nem mesmo nos olhar na cara, debates em sala de aula? Nem pensar. E um deles exige que o chamemos de doutor.
O que eu estou querendo ou tentando dizer é que do outro lado tem uma outra pessoa, um ser humano, que deve ser tratado com respeito, independentemente de ter passado quatro ou cinco anos na faculdade, independente de ter feito faculdade ou curso técnico, independente de ganhar ou não menos que a gente.
Finalizando, sei que muito provavelmente esse meu pensamento não me levará a canto nenhum no direito, que pode até parecer bonitinho na teoria, mas que na prática é muito diferente, mas tenho os meus princípios e em nenhum deles desdenho pessoas para posar de maioral.
P.S.: Aos que desejarem, podem deixar seus xigamentos e ofensas nos comentários.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Eu voltei...


Bom, como meus amigos estão sabendo, fazem 5 meses que passei por uma cirurgia de redução de estômago. Passei de 160 Kg para 106 Kg nesse tempo. Putz, 54 Kg em 5 meses, é muita coisa. De manhã quando levanto e me olho no espelho ainda demoro a me reconhecer. Muitos me perguntaram do meu sumiço logo após a cirurgia. Vou contar tudo agora.
No primeiro mês de cirurgia, tive que ficar de repouso absoluto, não podia sair de casa, a não ser pras consultas de pós operatório. passei um mês me alimentando de pequenas quantidades de liquidos de 10 em 10 minutos. Ao fim do primeiro mês passei pra segunda parte da dieta. Podia comer frango (coxa ou sobrecoxa) e purê de batatas. Mas foi aí que aconteceu algo que não esperavamos. Uma estenose ( acho que é assim que se escreve ). Que que isso? Resumindo, é como a quelóide, mas pra dentro. Meu esôfago que deveria ter 1,4 cm diametro, estava com 3mm. Não conseguia engolir nada, nem mesmo a minha saliva. Vomitava a todo momento. Isso me fez perder muita vitamina e não podia repor nada, pois nada passava pelo meu esôfago. Comecei a definhar. Passei a andar com dificuldade por causa da forte tontura que sentia, não enxergava direito, meus cabelos começaram a cair, não dormia nem 4 horas por dia, isso pra não falar de outras coisas que quase perco ou que perdi. Depois de diagnosticada a estenose, ainda esperei uma semana pra fazer um procedimento pra dilatar o meu esôfago. Quando finalmente chegou o dia da dilatação, cheguei ao hospital tão ruim que minhas mãos não mexiam, não conseguia andar e tive que ser levado de cadeira de rodas. Me senti tão impotente diante dessa situação que chorava copiosamente enquanto o funcionário do hospital empurrava a cadeira. O Precedimento era simples, consistia em levar um balão até a obstrução e infla-lo até que atingisse o diametro correto. Isso feito como uma endoscopia. O problema é que depois desse procedimento, não conseguia melhorar, ainda estava fraco demais pra reagir. Aí minha noiva fez algo pra me tirar disso. Algo que me fez reagir. Ela veio dormir na minha casa e troxe um DVD dos Melhores do Mundo ( comediantes muito bons). Essa foi a primeira vez após a cirurgia que eu ri. E ri muito, me sentia vivo, querendo sair da cama, dessa situação que me encontrava. Alguns dias depois voltei pra um quarto de hospital. Passei 4 dias internado, recebendo soro. Comecei a melhorar, senti a força e a vida voltando pra mim. Comecei a me alimentar novamente. Voltei a caminhar sem ajuda, voltei a enxergar direito e passei a ver tudo de forma diferente. Nesse periodo em que estive ruim, tratei todos os que estavam a minha volta de maneira grossa e não reparei que estavam me ajudando, aliás muitas dessas pessoas estavam com problemas e eu só reparava no meu. No dia da minha alta do hospital, o médico que me acompanhava disse: "Se você não retomar a sua vida imediatamente, vai voltal pra cá depois de amanhã." e eu respondi: " Não se preocupe que amanhã mesmo estarei no Castelão vendo o Ceará jogar". E podem acreditar, eu fui mesmo. Passei por algumas coisas muito difíceis nesse dias, desde um câncer na família até um quase fim de noivado. Tudo, graças a Deus, superado. Minha avó se operou e está fazendo tratamento e minha noiva e eu nunca vivemos um momento tão bom juntos (estamos até queredo antecipar nosso casamento). Se algum dos que estão lendo me perguntar se me arrependo de tudo o que passei, respondo de bati-pronto que não me arrependo. Passei por coisas muito difíceis e isso me mostrou que posso fazer o que eu quiser. Claro que não teria conseguido nada sem ajuda da minha família, da minha noiva e dos meus amigos.
Muito obrigado Jamila (minha noiva), Vovô e Vovó, Mãe e Carlos, minhas irmãs, meu Pai, Dona Toinha, Seu Dias, Danilo, Camila, Cynara, Val, Júnior e Juliana, Murilo, Ale e Bel, Eliseu e Emília, Ennyo, Dona Margarida, aos profissionais incriveis que me acompanharam Dr. Luiz Moura, Dra. Cibelli, Dra. Gardênia, Dra. Andréia, Dr. Fernando, Dr. Hebert, e a todos que acompanharam tudo o que eu passei e me deram uma força através de orações e pensamentos. Muito obrigado mesmo.